Regularização da profissão Designer Grafico
Designers esperam há mais de 30 anos pela regulamentação da profissão
Fonte: Julliana Bauer Infográfico: Juliana Mayumi

O Design existe no Brasil como profissão há mais de 40 anos, mas só agora está em vias de ser regulamentado. No dia 28 de março, foi aprovado por unanimidade o projeto de lei 1391/2011, que visa regulamentar o exercício do design como profissão. O próximo passo é que o projeto seja encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJC para apreciação e votação, e então, sancionado pela presidente Dilma Roussef para que a profissão seja definitivamente regulamentada.

O assunto divide opiniões. Se por um lado há quem comemore a obrigatoriedade do diploma que virá com a possível regulamentação; por outro, há quem afirme que isso desvalorizará bons profissionais que não possuem formação acadêmica. Mas a discussão vai muito além da questão do diploma. De acordo com dados da Adegraf (Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal), há mais de 30.000 profissionais formados no Brasil, e de acordo com o advogado e professor de Direito do Unicuritiba Daniel Ferreira, o projeto de lei, caso aprovado, fará com que estes designers passem a contar com a proteção de sindicatos e com a definição de um piso salarial, além de passarem a ter deveres e obrigações. Além disso, enquanto a regulamentação não acontecer, o governo não poderá contratar os serviços de um designer através de licitações ou concursos públicos.

E esta é uma luta enfrentada há mais de 30 anos pelos profissionais do design brasileiro. No entanto, Ferreira afirma que a falta de regulamentação não significa que a profissão seja “inexistente” aos olhos da lei. “Se um ofício não for reconhecido por lei não significa que ele não exista, mas apenas que o Direito ainda não se preocupou com a necessidade de sua regulamentação”, explica.

Lorena Beatriz é formada em Desenho Industrial e afirma que se sente afetada pela falta de reconhecimento da profissão. “É comum sofrermos com falta de credibilidade por parte de clientes, e eu acredito que isso seja bem menos frequente em outras profissões”, justifica. Ela conta também que já foi impedida de abrir uma empresa autônoma, já que sua ocupação não constava na “lista de profissões”. Mas para a jovem, a questão que mais pesa para o seu posicionamento a favor da aprovação da lei é a fiscalização que virá com ela. “É comum que algumas agências façam com que seus designers trabalhem até altas horas além do expediente, sendo que não temos direitos básicos como um simples banco de horas ou mesmo remuneração por horas extras”, afirma.

Ellen Lis Del Barco, formada em Tecnologia em Artes Gráficas, também se diz a favor. “Esse reconhecimento é o princípio para que vários outros aspectos da profissão tenham também reconhecimento, espaço para discussão, prática com mais respeito, desenvolvimento e crescimento da classe em sua forma de pensar e praticar a profissão”, defende.

No entanto, há quem seja contra a regulamentação. Há, inclusive, inúmeros sites criados por designers que não acreditam que a regulamentação seja uma boa ideia, e que se propõem a discutir todos os pontos negativos que eles acreditam que podem ocorrer como consequência do que consideram uma reserva de mercado.

E não é apenas quem trabalha na área que será afetado de alguma forma caso o projeto seja sancionado pela presidente. As empresas que contratam o serviço de um designer profissional também sentirão os reflexos positivos e negativos da lei. Afinal, embora o leque de opções de profissionais a serem contratados diminua com a obrigatoriedade do diploma; apenas com a regulamentação os designers poderão se responsabilizar pelos seus trabalhos. Vale lembrar que o design é uma atividade de importância estratégica, e que seu reconhecimento afeta também os empresários. Para Lorena, quando um empresário contrata um designer amador, ele está correndo o risco de não receber um trabalho bem feito. “Na faculdade aprendemos o que realmente devemos fazer, como qual o propósito de escolhermos determinada cor ao criar um logotipo, por exemplo. Uma pessoa não qualificada tem bem mais chances de criar aberrações como várias com as quais nos deparamos por aí”, afirma.

De 1990 a 2003, seis projetos de lei para a regulamentação da profissão de design foram apresentados, mas até então, nenhum tinha sido aprovado. O sétimo, apresentado em 2011, foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço público em março de 2012. A proposta, projeto de lei nº 1391/2011, é do deputado José Luiz Penna (PV-SP).

Confira o histórico da regulamentação do design no Brasil:

Curso Técnico no Senai de Artes Gráficas e Editorial

Para quem procura cursos profissionalizantes na área técnica de gráficas e editorial o SENAI disponibiliza cursos técnicos na área. No artigo listamos alguns estados que possuem este curso como: BA, DF, MG, GO, RJ, SP e muitos outros estados.

Os técnicos de artes gráficas e editorial do SENAI desenvolvem atividades voltadas para empresas responsáveis pela edição, impressão e reprodução de gravações. Podem também trabalhar em empresas que fabricam pastas, papel, produtos químicos e artigos de borracha.
Os técnicos de artes gráficas e editorial formados pelo SENAI executam programações visuais gráficas, impressão offset e pré-impressão. Inclui-se no conjunto de suas atribuições o desenvolvimento de produtos gráficos, tais como cartões, cartazes, convites, leiautes, jornais, revistas, folhetos, catálogos, entre outros impressos.

Os técnicos em artes gráficas são responsáveis pela operacionalidade de maquinário e equipamentos de pré-impressão de produtos gráficos, além do planejamento e controle de processos de produção. Definem parâmetros como lineatura, curva de cor, ganho de ponto, segundo características do produto e do processo que será utilizado para impressão. São também responsáveis pelo controle de qualidade das matérias-primas e do produto final. Suas responsabilidades estendem-se à coordenação de equipe de trabalho.

O aluno terá aulas sobre história das artes gráficas e sobre o processo de fabricação do papel e da tinta. Durante o curso o aluno aprenderá a utilizar programas específicos para tratamento de textos e imagens, como o Pagemaker e Photoshop. Além disso, terá também a oportunidade de conhecer uma variedade de tipos de impressão, tais como impressão offset, rotogravura, entre outros.

Existem outros cursos que podem ser feitos no Senai. Acesse a página de Cursos no Senai e veja os cursos disponíveis. São Cursos Técnicos, Cursos de Formação Continuada, Cursos Superiores de Graduação e Cursos voltados para Pós-graduação. Clique aqui.

Veja abaixo as unidades do SENAI que oferecem o curso:

UNIDADE DENDEZEIROS
Endereço: AV. DENDEZEIROS DO BONFIM , 99 BONFIM
Cidade: SALVADOR
Estado: BA CEP: 40415-006
DDD: 71 FAX: 3312-3869 Telefone: 3310-9900
E-mail: sacsenai@fieb.org.br

CENTRO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Endereço: SIG Q. 06 LOTE 1100 , S/Nº SIG
Cidade: BRASÍLIA
Estado: DF CEP: 70610-400
DDD: 61 FAX: 3344-6721 Telefone: 3441-3000
E-mail: senai.cti@sistemafibra.org.br

ESCOLA SENAI DE VILA CANAÃ
Endereço: RUA PROF. LÁZARO COSTA , 348 VILA CANAÃ
Cidade: GOIÂNIA
Estado: GO CEP: 74415-420
DDD: 62 FAX: Telefone: 3235-8100
E-mail: canaa.senai@sistemafieg.org.br

CENTRO DE COMUNICAÇÃO, DESIGN E TECNOLOGIA GRÁFICA – CECOTEG
Endereço: RUA SANTO AGOSTINHO , 1717 HORTO
Cidade: BELO HORIZONTE
Estado: MG CEP: 31035-490
DDD: 31 FAX: Telefone: 3482-5635
E-mail: cecosec@fiemg.com.br

CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ARTES GRÁFICAS
Endereço: RUA SÃO FRANCISCO XAVIER , 417 MARACANÃ
Cidade: RIO DE JANEIRO
Estado: RJ CEP: 20550-010
DDD: 21 FAX: 2568-4121 Telefone: 0800-0231-231
E-mail: faleconosco@firjan.org.br

SCOLA SENAI JOSÉ EPHIM MINDLIN
Endereço: AL. WAGHI SALLES NEMER , 124 CENTRO
Cidade: BARUERI
Estado: SP CEP: 06401-134
DDD: 11 FAX: Telefone: 4199-1930 / 1931 / 1932
E-mail: senaibarueri@sp.senai.br

ESCOLA SENAI JOÃO MARTINS COUBE
Endereço: RUA VIRGÍLIO MALTA , 11/22 CENTRO
Cidade: BAURU
Estado: SP CEP: 17015-220
DDD: 14 FAX: Telefone: 3104-3800
E-mail: senaibauru@sp.senai.br

ESCOLA SENAI FUNDAÇÃO ZERRENNER
Endereço: RUA SERRA DA PARACAINA , 132 CAMBUCI
Cidade: SÃO PAULO
Estado: SP CEP: 01522-020
DDD: 11 FAX: Telefone: 3209-9490
E-mail: senaizerrenner@sp.senai.br

ESCOLA SENAI THEOBALDO DE NIGRIS – FACULDADE SENAI DE TECNOLOGIA GRÁFICA
Endereço: RUA BRESSER , 2315 MOOCA
Cidade: SÃO PAULO
Estado: SP CEP: 03162-030
DDD: 11 FAX: Telefone: 2797-6333
E-mail: senaigrafica@sp.senai.br

Preparando arquivos CorelDRAW – Parte 1

Caso seu arquivo venha em CorelDraw, mande os textos convertidos em curva (ctrl + Q), e também a imagem separada do arquivo Corel, na extensão TIF, PSD ou EPS. Jamais envie imagens com extensão JPG (a imagem perde qualidade).
É muito importante que a imagem de seu trabalho já venha na proporção e resolução adequadas, lembrando que a resolução da imagem final não pode ser inferior à 100 dpi para obter bons resultados.
Caso seu arquivo tenha sido produzido no Photoshop, não importe para o Corel, FreeHand ou Illustrator antes de enviar, deixe em Photoshop mesmo.
Evite efeitos complexos que misturem imagens com vetores em softwares de ilustração (solução: exporte ou finalize em software de imagem. Ex.: Photoshop).
Os resultados colorimétricos das tintas da Vutek não são iguais aos dos processos convencionais de impressão (off-set). Consulte a escala de cor, como referência, e saiba que variações poderão ocorrer devido ao tipo de mídia escolhido e às condições da máquina.
Nunca se esqueça de enviar o layout recente do material.
Os limites de impressão por trabalho variam de acordo com as mídias solicitadas. Lembrando que as lonas podem ser soldadas (vulcanizadas) e os vinis adesivos podem ser aplicados em partes, formando uma imagem completa.
Películas mais utilizadas: Opaca e Vinil Top – frota de veículos, frontlights, vidros, stand de feiras, etc. Translúcida e transparente – testeiras, vidros, backlights, etc.
Consulte sempre a JM Gráfica e Editora antes de enviar o seu material. Se necessário, consulte-nos durante a concepção do projeto gráfico.

 

Corações mecânicos feitos de papel

O designer Frank Tjepkema criou corações mecânicos feitos de papel. Originalmente apresentados em uma galeria de Amsterdã, as seis pe
ças simbolizam temas relacionados ao coração e nossos sentimentos, como fragilidade, paixão e incerteza. Os trabalhos são impressionantes e podem ser conferidos aqui
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